A História
Comunidade Quilombola Aroeira, Palmas de Monte Alto. Fundado em 2015 O Grupo de Mulheres Mãos Aroeira surgiu em 2015, na zona rural da cidade de Palmas de Monte Alto, no território do Sertão produtivo, Bahia, como enfrentamento a essa situação de vulnerabilidade e desigualdade social das comunidades quilombolas. O grupo tem um longo histórico de resistência e trabalho em busca de sustentabilidade e desenvolvimento coletivo, demonstrando em seu interesse, melhoria da qualidade e condições de vida a partir de iniciativas do desenvolvimento local. Hoje o grupo conta com iniciativas como o empoeiramento e empreendedorismo comunitário, a partir da cultura tradicional transmitida de longas gerações ancestrais. As atividades iniciaram com um número de sete mulheres; a inclusão de um membro do sexo masculino foi feita posteriormente. O grupo hoje conta com cerca de 40 integrantes, em sua maioria mulheres. Os encontros são realizados na sede da Associação Quilombola Aroeira. Fazemos parte da comunidade Quilombola pela Vida das Mulheres, do Odara - Instituto da Mulher Negra, somos filiadas à Rede de Mulheres Negras do Nordeste. Uma das grandes ações atuais foi a Feira Territorial de Cultura, Educação e Agricultura Familiar, que aconteceu nos dias 21 de junho de 2025 no Quilombo Aroeira. A próxima incidência será a Feira de Alforria, prevista para acontecer no mês de outubro de 2025, com muita memória cultural e social. Sejam nossos parceiros.
Apelidado de Vitor Rico, provavelmente completaria 367 anos em 2020. Morador da Fazenda Empoeira Velha, Riacho de Santana.
Conta-se que Vitor Rico recebeu a carta de alforria juntamente com dois amigos que construíram suas casas grandes em Campinas e Agrestinho, Riacho de Santana. Ambos tiveram escravos, porém Vitor Rico criou sua gente livre.
A casa grande de Campinas virou uma igreja evangélica cristã do Brasil, e a casa grande de Agrestinho virou uma quadra poliesportiva. A família de Vitor Rico vivia da agricultura e pecuária, criando a raça de ovelha Milinó e cabritos, com cuidados especiais para o leite destinado às crianças.
A família segue uma tradição religiosa riquíssima, transmitida desde os antepassados da época de Vitor Brito, incluindo um oratório com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, passada de geração em geração.
Os festejos aconteciam durante 8 dias do mês de dezembro, culminando no dia 08 com celebrações, procissões, casamentos, batizados e queima de fogos. A comunidade planeja construir uma capela para reativar os festejos.
Relatório feito pela professora Nelci Conceição dos Santos, filha da Senhora Maria da Conceição dos Santos, tataraneta de Vitor Rico. Auxiliada pela matriarca Maria da Conceição dos Santos. Aroeira, 25/02/2020.